SEMPRE QUE HÁ UM CÉU PROCURO A NOITE PARA ME ABRIGAR
Sempre que há um céu procuro a noite para me abrigar, inscreve-se de um simbolismo marcado pela ausência, memória, silêncio, tempo, natureza e lugar. Ao percorrer os espaços fotografados procuro uma ligação com o tempo-infância. Remete-me para um “sentir de emoções” que a noite me proporciona. Diariamente ao deambular pelas ruas, campo, encontro espaços ocupados pelo vazio, pelo silêncio nas quais a memória sobressalta em cada esquina em cada olhar-pensamento. A noite como lugar interior do conforto e segurança (porto de abrigo) para o conflito do céu que não é mais que os meus pensamentos enleados numa amálgama de suculentos desejos.